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    Lula divulga carta e critica uso político da religião; Bolsonaro recebe prefeitos

    Petista teve encontro com evangélicos em São Paulo; presidente ficou em Brasília e deve conceder entrevista no início da noite

    Os candidatos Lula e Jair Bolsonaro
    Os candidatos Lula e Jair Bolsonaro Montagem/Ricardo Stuckert/Isac Nóbrega

    Danilo MoliternoCarolina CerqueiraBeatriz Carneiroda CNN São Paulo

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (19) uma carta aos evangélicos durante um encontro com religiosos em São Paulo. Sem agenda pública pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem reunião com prefeitos à tarde, no Palácio do Alvorada, em Brasília, e uma entrevista prevista para a noite.

    Lula voltou a criticar o uso político da religião durante evento para a leitura da do documento. “Eu defendo que as pessoas participem da política. Mas se o pastor quer fazer política, ele que vá para a rua fazer política. Ele não pode ir para a igreja fazer política. Se um padre quer fazer política, ele que faça política, mas não tire proveito do altar para fazer política”, afirmou.

    O petista criticou “mentiras” divulgadas sobre sua campanha. “A pessoa pode querer escolher o Bolsonaro para presidente, mas a pessoa não pode mentir. A pessoa tem que evocar as qualidades”, completou.

    No texto divulgado, Lula afirma que, caso eleito, se compromete a assegurar a liberdade religiosa. Ele relembrou ações de seu governo neste sentido, disse admirar o setor evangélico e se comprometeu a incentivar parcerias do governo com o segmento na área da assistência social, proteção da infância, da juventude, das mulheres, dos idosos e das pessoas com deficiência.

    “Da mesma forma, é bem-vinda a participação de evangélicos nas diversas formas de participação social no governo, como conselhos setoriais e conferências públicas”, diz trecho da carta.

    Ainda nesta quarta-feira o ex-presidente viaja a Porto Alegre, onde participa de uma caminhada e de uma entrevista.

    A agenda divulgada pela campanha de Jair Bolsonaro previa para a manhã desta quarta-feira a gravação de uma propaganda eleitoral. O presidente não teve compromissos públicos até o final da manhã.

    À tarde, a agenda de Bolsonaro prevê reuniões com prefeitos no Palácio da Alvorada. Ele falou com jornalistas ao lado de Gustavo Mendanha (Patriota) e de Vitor Hugo (PL). Eles ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente, na disputa pelo governo de Goiás. Mendanha foi prefeito de Aparecida de Goiânia, cargo do qual saiu para concorrer ao governo do estado.

    No estado, Bolsonaro já tinha o apoio de Ronaldo Caiado (União Brasil), governador eleito. Nesta quarta, ele agradeceu e comemorou os apoios de Mendanha e Vitor Hugo.

    “Tivemos o Caiado e, agora, o segundo e terceiro lugar. É muito bem-vindo. Unanimidade a gente não vai ter, mas a grande maioria, como temos fechado com outros candidatos que ficaram em segundo e terceiro lugar, aumenta muito o nosso potencial de voto, o que a gente precisa para realmente concretizar a virada e continuar o nosso trabalho”, disse Bolsonaro.

    À noite, o presidente concede entrevista ao portal O Antagonista.

    Membros da campanha de Bolsonaro realizaram um comício na capital paulista na manhã desta quarta-feira. Estiveram presentes os senadores eleitos Marcos Pontes (PL) e Damares Alves (Republicanos), a esposa do mandatário, Michelle Bolsonaro (PL), e o candidato ao governo de São Paulo Tarcisio de Freitas (Republicanos).

    Em seu discurso, a senadora eleita para o Distrito Federal voltou a destacar pautas de costumes e apontou Bolsonaro como um “líder” na luta contra o aborto.

    “Nós somos uma nação pró-vida. Tem gente que não entende. O líder mundial na luta contra o aborto se chama Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

    Fotos: Lula e Bolsonaro no primeiro debate presidencial do segundo turno