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    Lula diz que deve passar por cirurgia no fêmur em outubro: “Ninguém consegue trabalhar com dor o dia inteiro”

    Presidente afirma que se sente mal-humorado por causa das dores e se compara a jogador de futebol

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto Ricardo Stuckert/PR

    Lucas SchroederMarina Toledoda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta terça-feira (25), durante sua live semanal “Conversa com o Presidente”, que deve passar por uma cirurgia na cabeça do fêmur em outubro.

    Segundo ele, o procedimento seria para se livrar de uma dor crônica que o incomoda há muito tempo.

    “Eu tô como jogador de bola que não quer dizer pro técnico que está com dor pra não ir pro banco. Eu tenho um problema na cabeça do fêmur. Faz tempo que eu tenho isso (…) Eu quero fazer a cirurgia, porque eu não quero ficar com dor. Ninguém consegue trabalhar com dor o dia inteiro”, disse Lula.

    “Eu sinto que estou com mau-humor com os companheiros. Quando eu coloco o pé no chão já dói e eu tenho que falar bom dia e às vezes eu não consigo. Às vezes fica visível no meu rosto que eu estou irritado, que eu estou nervoso. Você vai ficando uma pessoa, chata, incômoda. Então, eu tô chegando a conclusão que eu tenho que operar”, acrescentou.

    O presidente realizou um tratamento no domingo (23), no Hospital Sírio-Libanês, com o Dr. Roberto Kalil, para aliviar as dores por 12 horas.

    “Na segunda-feira de manhã, voltou a doer um pouco mais. Eu quero fazer um novo procedimento. Estou me preparando. Eu queria correr. Eu tenho muitas coisas importantes para fazer, eu não quero parar”, disse.

    Lula disse que está se preparando fisicamente para realizar a cirurgia em outubro deste ano.

    “O que me sobra de tempo é outubro. Tenho que tentar calcular bem, se for fazer a cirurgia. É uma cirurgia razoavelmente rápida, duas horas e meia, parece. E depois vai depender da minha disciplina de recuperação. Então eu vou fazer”.

    Ele também lembrou que, quando estiver fora para fazer a cirurgia, o vice Geraldo Alckmin será o presidente, “com total tranquilidade”.

    “Tenho total confiança no Alckmin, ele é um parceiro extraordinário. E o Brasil vai em frente, porque a engrenagem está funcionando.”