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    Lula diz que Haddad “jamais será enfraquecido” enquanto ele for presidente

    Em entrevista ao fim do G7, presidente afirmou que vai discutir economia e o equilíbrio fiscal caso o ministro tenha uma nova proposta de compensação das perdas com a desoneração das folhas de pagamento

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto 10/03/2023 Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Américo Martinsda CNN Puglia

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não está enfraquecido, apesar da devolução pelo Congresso de parte da Medida Provisória que criava restrições para o uso de créditos do PIS e do Cofins e da resistência de vários setores aos seus esforços de manter a disciplina fiscal do governo.

    “O Haddad, ele jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente da República. Porque ele é o meu ministro da Fazenda, escolhido por mim e mantido por mim”, disse o presidente numa entrevista na região de Puglia, no sul da Itália.

    Lula, que foi à Europa para participar de conversas após a cúpula do G7, respondia a uma pergunta da CNN sobre a percepção de que o ministro da Fazenda estava ficando isolado na briga por manter a meta de déficit fiscal zero e sobre a possibilidade de o governo fazer cortes em suas despesas para atingir esse objetivo.

    O presidente afirmou que “tudo aquilo que a gente (o governo) detectar que é gasto desnecessário, você não tem que fazer. Você não tem que fazer”, garantiu.

    Apresentada na semana passada pelo Ministério da Fazenda, a Medida Provisória do PIS/Cofins visa compensar a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios.

    A medida provisória propõe que créditos tributários e de contribuição da seguridade social sejam utilizados para tanto, reduzindo seu uso, por parte de setores econômicos, para pagamentos que não o do PIS e do Cofins.

    A medida provocou reações de setores econômicos, que acusaram o governo de falta de diálogo, despreocupação com redução de despesas e aumento da insegurança jurídica.

    A devolução de parte da MP pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi considerada uma derrota de Haddad na sua busca pela estabilidade fiscal.