Lula diz que vai liberar R$30 bi para empresas afetadas por tarifas dos EUA

Presidente assinará uma medida provisória de ajuda aos setores afetados nesta quarta-feira

Maria Clara Matos e Douglas Porto, da CNN, São Paulo
Compartilhar matéria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta terça-feira (12), que vai liberar R$ 30 bilhões para empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos.

"Amanhã vou assinar uma medida provisória que cria uma linha de crédito de 30 bilhões para empresas que por ventura tiverem prejuízos com as tarifas do Trump", disse Lula em entrevista à rádio BandNews FM.

Em mensagem a empresários na tarde desta terça-feira, o Palácio do Planalto convida para a cerimônia de assinatura da medida provisória de ajuda aos setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos. O evento está marcado para as 11h30 desta quarta-feira (13) em Brasília.

Também foram convidados os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Líderes da base governista também devem ser convidados para sinalizar união em torno do tema.

O anúncio é esperado desde a semana passada. Na sexta-feira (8), as medidas saíram do Ministério da Fazenda e foram encaminhadas à Casa Civil.

Segundo Lula, "essa taxação pode ficar certo: não ficarão impunes, porque o povo americano vai sofrer. Ele vai sofrer as consequências".

Tarifaço

O presidente da República também comentou as tarifas impostas aos produtos brasileiros vendidos aos EUA. A medida foi oficializada inicialmente no final de julho.

"EUA alegaram de forma mentirosa que os EUA tem um déficit com o Brasil. E nós provamos, eles também provam, que se você colocar serviços, bens e comercio nos tivemos um déficit em 15 anos de 400 bilhões de dólares", declarou Lula. "Então não é o Trump que deveria estar taxando o Brasil, é nós que deveríamos estar taxando eles."

O petista diz que o governo brasileiro não pretende fazer uma "bravata" em reação, mas que a medida de reciprocidade aos Estados Unidos ainda está sendo pensada com as consequências medidas.