Lula e premiê da Índia conversam sobre parceria estratégica entre países

Em nota, o Itamaraty afirma que líderes discutiram os preparativos para a visita do chefe do Planalto à Índia, em fevereiro, além de reiterar suas convicções sobre a necessidade de uma "reforma abrangente" das Nações Unidas

Lucas Schroeder, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, conversaram por telefone durante 45 minutos nesta quinta-feira (22).

De acordo com o Itamaraty, entre os tópicos discutidos por ambos estão os preparativos para a visita de Lula à Índia, que deve ocorrer entre 19 e 21 de fevereiro.

"Na agenda bilateral, os dois líderes coincidiram em priorizar temas relativos à cooperação nas áreas de defesa, comércio, saúde, ciência e tecnologia, energia, biocombustíveis, minerais críticos e terras raras", diz nota divulgada pelo Itamaraty.

Ainda segundo o comunicado, Lula e Modi enfatizaram suas convicções sobre a necessidade de uma "reforma abrangente" das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança, além de reiterarem o "compromisso com a paz em Gaza e, de modo geral, com a defesa da paz no mundo, do multilateralismo e da democracia".

Nas redes sociais, Modi afirmou que ele e Lula analisaram o "forte impulso" da parceria estratégia entre Índia e Brasil, "que está prestes a atingir novos patamares no próximo ano".

Já o presidente brasileiro destacou que ambos trocaram impressões sobre a situação mundial, reiterando o “compromisso com a defesa da paz em Gaza e no mundo, bem como com o multilateralismo e a democracia”.

Como mostrou a CNN Brasil, integrantes do governo Lula classificam a viagem à Índia como a maior missão de abertura de mercados da gestão petista na Ásia.

A viagem deve ser o ponto alto de um processo de aproximação iniciado durante a visita oficial de Modi ao Brasil em julho do ano passado, quando ele e Lula discutiram formas de intensificar o comércio e a cooperação industrial entre as duas nações.

(Com informações de Cristiane Noberto, da CNN Brasil, em Brasília; e de Kanijyik Ghosh, da Reuters, em Barcelona)