Lula fala em urânio e diz que país não pode andar de "cabeça baixa"

Declaração ocorreu durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, na região de Sorocaba, interior de São Paulo

Bruno Teixeira, Gabriela Piva, da CNN Brasil, São Paulo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (19) o enriquecimento de urânio para fins pacíficos e disse que o Brasil não pode andar de "cabeça baixa". A declaração durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, na região de Sorocaba, interior de São Paulo.

Segundo a Marinha, o país possui importantes recursos de urânio, ainda com menos de um terço do território nacional prospectado, e domina a tecnologia de enriquecimento.

Lula disse que a soberania nacional ultrapassa discursos. Segundo ele, discursos são só "palavras".

"A gente tem que estar preparado para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não, que a gente vai ter força para poder dizer que vamos competir. O que a gente não pode é ter um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira", afirmou.

Depois, o presidente disse que o submarino é importante para a soberania e para o desenvolvimento tecnológico.

"O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia para dar e para vender, que a gente possa enriquecer urânio, sabe, para fins pacíficos, como está na nossa constituição, para vender para o mundo. Mas é importante, nós temos que colocar essa importância na discussão do orçamento", completou.

A Marinha entende que programas dessa dimensão precisam ser compreendidos como projetos estruturantes de Estado. Ainda no discurso, Lula afirmou a ministros que projetos como este precisam ser prioridade no orçamento.

Lula também afirmou que o Brasil será um dos poucos países membros do Conselho de Segurança da ONU a ter um submarino a propulsão nuclear e que este é um assunto de soberania nacional.

A Constituição Brasileira não permite a construção de bombas nucleares. Conforme o artigo 21, toda atividade nuclear do Brasil só pode ocorrer para fins pacíficos após aprovação do Congresso Nacional.