Lula não indicaria Messias se não tivesse votos no Senado, dizem aliados

Segundo apuração de Clarissa Oliveira no Bastidores CNN, a indicação advogado-geral da União foi feita após um trabalho de articulação para reduzir resistências no Senado e no próprio STF

Da CNN Brasil
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A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal foi confirmada nesta quinta-feira (20), após um período de articulações políticas nos bastidores. A escolha ocorre em um momento em que o governo afirma ter reunido condições favoráveis para a aprovação do nome no Senado Federal. A apuração é de Clarissa Oliveira no Bastidores CNN.

Segundo informações de bastidores, o presidente Lula (PT) havia conversado previamente com Messias antes de sua viagem à Malásia, sinalizando que aguardaria o momento apropriado para o anúncio.

"O motivo do adiamento estava relacionado à necessidade de trabalhar melhor as resistências existentes tanto no Senado quanto no próprio STF", diz a analista de Política da CNN.

Segundo Clarissa, no círculo próximo a Messias, as eventuais resistências, especialmente as manifestadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), são vistas como parte do jogo político tradicional, em que demandas de diferentes grupos são negociadas em outras frentes do governo.

A experiência com indicações anteriores ao STF mostra que, após a oficialização do nome, frequentemente há uma diminuição natural das resistências. "Isso ocorre porque os senadores, em geral, preferem manter boas relações com futuros ministros da Suprema Corte", diz Clarissa.

A confirmação da indicação sugere que o governo conseguiu construir um ambiente mais favorável para a aprovação do nome de Messias. A expectativa é que, mesmo com possíveis necessidades de novas negociações, o processo de aprovação no Senado transcorra sem maiores obstáculos.

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