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    Eleições 2022

    Lula pretende conquistar eleitores de Ciro e Tebet

    Comitê de campanha se reuniu na segunda-feira (3), em São Paulo

    Adriana De Lucada CNN

    em São Paulo

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve reunido com seu núcleo de campanha para alinhar os próximos passos após os resultados da votação do último domingo (2).

    A avaliação é de que Lula precisa direcionar energia para o Sudeste do país, principalmente em Minas Gerais, para garantir que a dianteira obtida no estado não dissolva. E, em São Paulo, onde o petista perdeu para Bolsonaro no primeiro turno.

    Para integrantes da campanha petista, o desempenho inferior ao que era esperado em São Paulo e em Minas Gerais, que juntos representam quase 51 milhões de eleitores, foi o fator decisivo para levar a disputa ao segundo turno.

    Agora, a expectativa é de que o candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), entre em ação, intensificando a agenda, principalmente no interior paulista, para tentar reverter a vantagem bolsonarista no estado.

    “O que ele precisa agora de fato é acenar ao eleitor do Ciro e de Simone Tebet e fazer uns acenos inclusive ao centro que envolve o eleitor médio, aquele que não está em uma disputa entre militantes, não respira política todo dia”, explica Gabriel Rossi, cientista político e professor da ESPM.

    “Ele quer um candidato para mudar de vida e não quer grandes rupturas no modo de vida dele. Então, a função do Lula é de fato conversar com esses eleitores e tentar reverter alguma abstenção que tivemos no primeiro turno”, continua.

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) também já começou a articulação para a segunda etapa da disputa. Nesta segunda-feira, se encontrou com aliados no Palácio do Planalto.

    Entre eles, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cujo resultado em São Paulo surpreendeu e é visto como um trIunfo a ser explorado para ganhar no Sudeste.

    Além dele, há a expectativa por parte de Bolsonaro de que os governadores já reeleitos, como Cláudio Castro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG) se integrem à sua campanha.

    “Esses políticos, muitos deles tem portas abertas com prefeitos, possuem suas próprias militâncias, suas próprias mobilizações, geram palanque, também. Conseguir conversar com o eleitor de uma maneira melhor. Bolsonaro perdeu muito tempo fazendo campanha para o apoiador mais radical, para o militante, e esqueceu do eleitor médio. Agora, ele tem a chance de repensar essa estratégia também”, expõe Gabriel Rossi.

    A campanha de Bolsonaro planeja também uma ofensiva no Nordeste, para tentar reduzir o domínio de Lula na região.

    “A grande questão é conseguir falar da economia pelo cotidiano do eleitor. Porque é esse o tema que vai dar o tom nesse segundo turno. No marketing nós temos um conceito chamado geografia do voto que é estômago, bolso, coração e cérebro. Nessa eleição, com toda certeza, estômago e bolso darão o tom”, conclui Rossi.