Lula propõe aumento do salário mínimo; Bolsonaro defende “pacificação no campo”

Ex-presidente fez caminhada e se reuniu com religiosos em São Paulo; presidente recebeu cantores sertanejos em Brasília

Carolina Cerqueira e Daniel Reis, da CNN, em São Paulo
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Um dia depois do primeiro debate entre os presidenciáveis no segundo turno, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu recompor o poder aquisitivo da população com o reajuste do salário mínimo acima da inflação.

Na manhã desta segunda-feira (17), ele participou de uma caminhada em São Mateus, na zona leste de São Paulo, ao lado do candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).

“Vocês estão lembrados que, no meu tempo de Presidência, o salário mínimo aumentava todo ano. Agora, faz cinco anos que não aumenta, prejudicando pessoas que recebem pensão e aposentadoria, e isso não é correto. Vamos tomar a atitude de recompor o poder aquisitivo do povo brasileiro”, disse Lula, que também falou em acelerar a geração de empregos formais.

No fim da tarde, ele se reuniu, no centro de São Paulo, com padres, freiras e outros religiosos e manifestou preocupação com o ódio. “Eu nunca tinha visto o Brasil tomado pelo ódio como uma parte da sociedade brasileira está hoje. Eu tenho lido notícias de padres que são atacados durante a missa porque estão falando da fome, da pobreza, da democracia.”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu os cantores sertanejos Gusttavo Lima e Leonardo pela manhã no Palácio da Alvorada, em Brasília, e defendeu ações para o agronegócio e para agricultores.

Em encontro com os cantores, o presidente comparou seu governo com o do ex-presidente Lula, seu adversário no segundo turno. Os cantores reiteraram o apoio à candidatura de Bolsonaro.

“A vinda do Gusttavo Lima e do Leonardo realmente é uma marca para nós. E o que nós queremos com isso: cada vez mais mostrar que tem dois lados bastante distintos”, disse o candidato à reeleição.

Ele citou a “pacificação do campo” através da titulação de terras para agricultores rurais como uma realização de seu governo. “O agronegócio, mais do que orgulho nacional, nos garante a nossa segurança alimentar, mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo”, declarou.

O segundo turno das eleições está marcado para 30 de outubro.

* Com colaboração de Bruna Festa e Vinícius Bernardes

Fotos -- Veja quem já declarou apoio a Lula e Bolsonaro no segundo turno das eleições