Lula sinaliza disposição em receber nomes da lista tríplice para PGR, dizem fontes

Presidente queria definir nesta semana o sucessor de Augusto Aras, mas assessores presidenciais acreditam que a decisão deve ficar para a próxima semana

Gustavo Uribe e Teo Cury, da CNN, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu a sugestão de conselheiros jurídicos de pelo menos receber os nomes presentes na lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) antes de definir o sucessor de Augusto Aras para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo relatos feitos à CNN, apesar de manter a resistência de escolher um nome da lista, Lula sinalizou disposição em recebê-los, assim como o presidente da entidade, Ubiratan Cazzeta, como um gesto de boa vontade.

A ANPR, inclusive, já recebeu indicação de interlocutores do presidente de que ele gostaria de promover uma conversa no gabinete presidencial até o dia 26 de setembro, quando acaba o mandato de Aras.

A ANPR enviou um ofício ao presidente no início de março no qual pedia um encontro para destacar a importância, para a associação, da lista tríplice na escolha do procurador-geral da República. A associação aguarda há seis meses uma resposta do presidente.

Reuniões com cotados

Lula queria definir o sucessor de Aras até sexta-feira (15), inclusive com reuniões com cotados nesta quarta-feira (13) e na quinta-feira (14).

Os assessores do governo, no entanto, avaliam que o tempo é curto e que, por isso, a decisão deve ficar para a próxima semana.

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Os três nomes da lista tríplice são os subprocuradores-gerais Luiza Frischeisen, Mário Bonsaglia e José Adonis Callou de Araújo.

Os conselheiros jurídicos ouvidos por Lula, principalmente ex-procuradores-gerais — como mostrou nesta terça-feira (12) a CNN —, defendem que o petista mantenha a tradição de escolher um dos nomes da lista.

O presidente, no entanto, ainda resiste. Os dois nomes hoje favoritos para o posto de Aras não fazem parte da lista: os subprocuradores Antonio Carlos Bigonha e Paulo Gustavo Gonet Branco.

O próprio Aras busca a recondução para mais dois anos. Lula, no entanto, tem sinalizado que está descartada a possibilidade nas conversas que mantém com seus interlocutores.