Marcos Valério decide não ir à Câmara para falar de suposto elo entre PT e PCC

Publicitário enviará carta à Comissão de Segurança Pública declinando o convite feito pelos parlamentares

Renan Porto, da CNN
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O publicitário Marcos Valério decidiu nesta quinta-feira (7) que não vai comparecer à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados no próximo dia 14 para explicar uma suposta relação entre integrantes do PT e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A informação foi confirmada à CNN pela defesa de Valério.

Na quarta-feira (6), os parlamentares do colegiado aprovaram um requerimento de Eduardo Bolsonaro (PL), solicitando a presença do publicitário. O documento original falava em “convocação”, que obrigaria o Valério a comparecer. Os deputados, no entanto, modificaram o texto para “convite”.

Valério tomou a decisão após se reunir com seus advogados. Ele assinou uma carta em que declina o convite da Câmara. O documento será enviado à comissão ainda nesta quinta-feira.

O requerimento foi apresentado após a Veja divulgar, na semana passada, trechos de uma delação premiada de Valério.

Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que o ex-secretário-geral Sílvio Pereira lhe disse que o empresário Ronan Maria Pinto ameaçava revelar que o PT recebia dinheiro de empresas de ônibus, de operadores de transporte clandestino e de bingos, que lavavam dinheiro para o PCC. O dinheiro financiaria campanhas do PT ilegalmente.

Em nota, Faber Campos, advogado de Valério, afirma que a Comissão de Segurança Pública da Câmara deveria investigar como o conteúdo do depoimento vazou.

"Importante esclarecer que se trata de vazamento de informações, sem qualquer respaldo técnico. Portanto, a defesa técnica entende que a comissão deveria, de ofício, determinar ao departamento de Polícia Federal que informe a ela qual funcionário público federal que ficou responsável pela guarda e sigilo dos áudios e veracidade dos mesmos, bem como que seja determinada a abertura de inquérito junto ao Departamento de Polícia Federal para que se apure o crime de violação do sigilo funcional."

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