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    “Me recuso a falar com Lula”, diz presidente da CNA após MP para compensar desoneração

    Sentado na mesa principal do evento, João Martins chamou a atual gestão de "desgoverno"

    João Martins, presidente da CNA
    João Martins, presidente da CNA CNA

    Daniel RittnerMarina Demorida CNN

    Brasília

    O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse que é hora de “dar um basta” ao governo e que se recusa a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a MP do PIS/Cofins.

    Em almoço na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne outras frentes parlamentares e empresários da indústria, Martins fez um dos discursos mais duros.

    Sentado na mesa principal do evento, o presidente da CNA chamou a atual gestão de “desgoverno” e contou ter sido convidado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, para uma conversa com Lula para negociar os termos da MP 1227/24.

    “Me recuso a falar com o presidente Lula”, disse Martins, que fez um apelo aos deputados e senadores pela devolução da medida provisória ao Poder Executivo. “Está na hora de fazerem valer a posição de vocês lá [no Congresso]”.

    No meio da fala, o presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), comunicou aos presentes que havia sido cancelado o leilão de importação de arroz da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Houve aplausos e gritos de comemoração.

    A senadora Teresa Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL), foi aplaudida também ao dizer que a medida provisória “é do fim do mundo mesmo”.

    “Imagine que as empresas precisam recolher agora, no dia 20, o PIS/Cofins. Muitas não têm dinheiro em caixa e precisarão pegar dinheiro emprestado”, afirmou. “Nós deveríamos devolvê-la”.

    A medida provisória, batizada pela equipe econômica de MP do Equilíbrio Fiscal, tem sido chamada alternativamente pelo setor produtivo de “MP do Fim do Mundo”.