MEC precisa voltar a conversar com estados e municípios, diz membro da transição
O ex-secretário municipal de Educação de São Paulo Alexandre Schneider disse que uma das prioridades da pasta deve ser a recuperação das aprendizagens perdidas durante a pandemia

O ex-secretário municipal de Educação de São Paulo e integrante do grupo de transição de governo na área da educação Alexandre Schneider disse, em entrevista à CNN, que os principais desafios para o governo eleito são o ajuste do orçamento destinado à pasta e a retomada do diálogo entre o governo federal e os estados e municípios.
"É importante voltar a conversar com estados e municípios", disse Schneider. Ele explicou que a prioridade do Ministério da Educação deve ser um programa que inclua a alfabetização dos estudantes no período certo, e a recuperação das aprendizagens perdidas por conta da pandemia.
Ele também ressaltou que o orçamento previsto para o MEC é inferior às necessidades atuais da pasta. "O próprio Enem não tem recursos previstos para o orçamento do ano que vem", exemplificou.
De acordo com Schneider, mesmo que as escolas sejam responsabilidade dos estados e municípios, o MEC tem um papel fundamental na coordenação dos esforços e distribuição dos recursos.
Ele também fala sobre a expectativa de implementação do Sistema Nacional de Educação, proposta que está em discussão no Congresso, que permitiria que os governos federal, estaduais e municipais assumissem seus compromissos de forma conjunta.
"O orçamento do ano que vem ainda é um orçamento herdado pelo governo eleito, os ajustes que estão sendo feitos tentam manter a continuidade de programas e implementar as novas propostas iniciais. É um grande desafio."
Schneider ressaltou que o grupo de transição não faz um programa para o próximo governo, e sim uma avaliação da situação que o governo eleito vai encontrar.


