Médica que defende cloroquina decide travar disputa com Mandetta
Ministro da Saúde discorda sobre uso da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19

Após ser cotada para o Ministério da Saúde no lugar de Mandetta, e aceitar compor o gabinete de crise no Planalto, a médica Nise Yamaguchi decidiu adotar o discurso de que também fala em nome da ciência ao defender o uso de hidroxicloroquina como tratamento contra o coronavírus logo no início da apresentação dos sintomas.
Ao apresentar sua tese ao ministro Mandetta, nesta segunda-feira, Yamaguchi ouviu dele que seu pensamento não representava a voz da sociedade brasileira de médicos. A imunologista, que conta com especial trânsito no Palácio do Planalto, bateu o pé e disse que também representa essa sociedade.
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Não é preciso um estudo científico para saber que Nise e Mandetta não se dão. "Ela decidiu se reposicionar, mostrar que não é achismo. Vai expor a politização que estão colocando nesse assunto", disse a fonte.
Com agenda extensa de entrevistas, a médica pretende intimar os atores contrários ao uso da hidroxicloroquina e azitromicina para tratamento precoce para um debate público. Em entrevistas no Planalto, o ninistro ressalta com frequência: não há estudos suficientes para comprovar o uso precoce da hidroxicloroquina.
Nesta segunda, auxiliares de Bolsonaro não esconderam o favoritismo de Yamaguchi para que ela fosse escolhida ministra da Saúde. A médica é vista como alternativa mais técnica para a pasta do que o deputado federal Osmar Terra, que também é médico. A mudança não foi confirmada.