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    Mercosul-UE: Lula diz que pediu ajuda a Scholz para fechar acordo, mas alemão não conseguiu convencer Macron

    Presidente brasileiro lembrou que manteve diálogo com diversos chefes de Estado europeus a fim de concluir as tratativas entre os blocos

    Lucas Schroederda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (7), ter pedido ao chanceler alemão, Olaf Scholz, que conversasse com o presidente francês, Emmanuel Macron, para convencê-lo de fechar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). No entanto, Lula indicou não ter tido retorno do alemão.

    “Olaf Scholz disse que ia conversar com o Macron para ver se conseguia flexibilizar o coração do francês, mas ele não me deu retorno, então significa que ele não conseguiu”, disse Lula durante a Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro.

    Para Lula, o presidente francês estaria sendo protecionista ao se opor ao acordo: “Conversei com o Macron, fiz um apelo ao Macron, um apelo para ele deixar de ser tão protecionista.”

    O mandatário declarou que tinha “um sonho” de que o acordo entre o bloco sul-americano e o europeu pudesse ser fechado ainda durante seu mandato e o do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez.

    “Confesso a vocês que eu tinha um sonho de que na minha Presidência e na do companheiro Pedro Sanchez a gente pudesse concluir [o acordo] da forma majestosa que eu achei que poderia ser feito e que eu achava que a gente merecia”, reiterou o presidente.

    Falando aos líderes de Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, Lula lembrou ainda que manteve diálogo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em busca de costurar o acordo entre os dois blocos.

    O petista apontou ainda ter herdado uma versão “inaceitável” do acordo Mercosul-União Europeia. De acordo com ele, o texto tinha inclusive um caráter colonialista.

    “Nós herdamos uma versão desse acordo dos governos passados, que vocês conhecem. A versão era inaceitável, porque nos tratava como se fossemos seres inferiores, eu diria até que nos tratava como se nós fossemos um país colonizado, com falta de respeito.”