Meta de vacinar 1 milhão por dia é ‘plenamente possível’, diz Pacheco

Presidente do Congresso falou após se reunir com governadores nesta manhã para discutir reivindicações no combate à pandemia

Anna Satie, da CNN em São Paulo

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disse nesta sexta-feira (26) acreditar plenamente na meta proposta pelo novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de vacinar 1 milhão de brasileiros por dia e que esse objetivo pode ser cumprido já a partir de abril. 

“É plenamente possível atingir a meta dita pelo ministro da Saúde, de 1 milhão de vacinados por dia. Temos muita expectativa nisso, com o cronograma da Fiocruz e do Butantan, as importações e as demais vacinas, é perfeitamente possível acreditarmos e confiarmos nessa informação que, a partir de abril, tenhamos a vacinação de 1 milhão de pessoas por dia”, afirmou. 

Pacheco falou após se reunir com governadores para ouvir as reivindicações no combate à pandemia. Ele é o responsável, no comitê de coordenação criado nesta semana, em fazer essa articulação entre os gestores estaduais e os demais participantes do grupo. 

Ele considerou que a reunião foi “muito positiva” e disse que o primeiro encontro do comitê será marcado para a manhã da próxima segunda-feira (29). Segundo ele, as principais solicitações dos governadores são de uma coordenação federal, que incluiria uma uniformização do plano de vacinação para que todos os estados vacinem as mesmas faixas etárias ao mesmo tempo, além do fornecimento de insumos, oxigênio e leitos de UTI. 

O presidente do Congresso contou que, após o fim da conversa com os governadores, o presidente da República, Jair Bolsonaro, o visitou na residência oficial e teria recebido “bem e com tranquilidade esses pontos”. 

Eles teriam tratado de temas como as reformas administrativa e tributária, embora Pacheco tenha dito que, nesse momento, estão com “absoluta concentração na pandemia”. 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), falou à imprensa após reunião com governadores
Foto: Reprodução/CNN Brasil (26.mar.2021)

Ernesto Araújo

Pacheco voltou a comentar a situação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que foi questionado em sessão no Senado na última quarta (24) e tem sido pressionado em relação às ações dele durante o período de pandemia. 

“A permanência ou não do ministro é decisão do presidente da República, o que nos cabe, enquanto Câmara e Senado, é cobrar as ações e fiscalizar as ações do Ministério. Consideramos que a política externa do Brasil é falha, precisa ser corrigida e melhorar a relação com outros países, inclusive a China, que é o maior parceiro comercial que temos”, declarou. “Considero que, para além de avaliação pessoal do ministro, tem ideias, propostas e comportamentos que precisam melhorar na política externa do Brasil”. 

Ele teria comunicado esse ponto de vista a Bolsonaro. “Ele ouviu e vejamos o que precisa fazer”, falou. “Com ministro A ou ministro B, o importante é que o ministério funcione”. 

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