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    Ministro afirma que houve facilitação em ataque ao Planalto: “Quem entrou, conhecia”

    Paulo Pimenta classificou o ocorrido do domingo (8) como um episódio mais grave que a invasão ao Capitólio, nos EUA

    Tiago Tortellada CNN

    em São Paulo

    O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, afirmou que houve “algum nível” de facilitação ou cumplicidade na invasão ao Palácio do Planalto no domingo (8).

    “Quem entrou no Palácio [do Planalto], conhecia o Palácio. Nada do que aconteceu aqui poderia ter acontecido sem que algum nível de facilitação, de cumplicidade tivesse ocorrido. Vocês podem observar que a porta principal não foi quebrada. Portanto, as pessoas entraram, pela porta”, disse Pimenta a jornalistas nesta segunda-feira (9).

    Ele explicou que os vândalos não conseguiram entrar no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa do sistema de segurança e vidro blindado.

    O ministro revelou que os andares mais depredados foram o primeiro e o segundo. O terceiro também apresentou danos — mas é o que abriga a sala presidencial –, enquanto o quarto foi o menos atingido.

    “Para nós, o que aconteceu aqui não foi um ato contra o poder Executivo; foi contra a Democracia, contra a Constituição Federal”, avaliou, classificando também como uma tentativa de golpe de Estado que não se concretizou.

    “Haverá um trabalho de identificação de todas as pessoas que financiaram, apoiaram, participaram diretamente aqui e fora de Brasília. É preciso que o Estado Brasileiro dê uma resposta clara para a sociedade”, pontuou.

    Paulo Pimenta também considerou o episódio mais grave do que o ataque ao Capitólio, sede do poder legislativo dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021. Ainda assim, ressaltou que o governo continua operacional.

    “Pode o espaço físico ter sido violado, mas o conteúdo do governo, dos Três Poderes, ele foi preservado, ele está 100% íntegro e dará a resposta o mais rápido possível”, ressaltou o ministro.