Ministro da Justiça diz que não há dúvida sobre suicídio de Sicário

Luiz Philip Mourão, braço importante de Daniel Vorcaro, morreu em março após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal

Pedro Penteado, colaboração para a CNN Brasil, Helena Prestes e Davi Alencar, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília
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O ministro da Justiça Wellington Cesar Lima admitiu nesta terça-feira (09) que Luiz Philip Mourão, o cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, de fato atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.

"Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor", disse.

O ministro ainda explicou que os detalhes sobre a morte de Mourão têm "muitas facetas sigilosas", mas que devem ser destituídas de sigilo em algum momento.

Luiz Philip Machado de Moraes Mourão era descrito como braço operacional da organização encabeçada pelo ex-dono do Banco Master e foi réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Considerado agiota pelo Ministério Público de Minas Gerais, Mourão era responsável pelo grupo que coletava informações de pessoas consideradas "desafetos" do ex-banqueiro.

A declaração foi feita durante a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, promovida pela Câmara para que o Ministério prestasse esclarecimentos a respeito de diversos temas. Um dos tópicos também abordados foi a retirada de credenciais de um delegado brasileiro ligado à prisão de Alexandre Ramagem, na Flórida, em abril deste ano.

Quem foi Sicário?

Segundo a PF, Sicário era responsável pela "coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo". A corporação apontou que ele obtia dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de seugrança pública e investigação policial.

O investigado também teria atuado pela remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo.

No dia 4 de março deste ano, Mourão foi preso pela Polícia Federal e atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia. Ele foi levado imediatamente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e morreu dois dias depois, em seis de março.

Importante

Se você ou alguém que você conheça estiver enfrentando momentos difíceis, pensamentos suicidas ou depressão, procure ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Não hesite em buscar apoio.