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    Ministro Eduardo Pazuello suspende agenda oficial para não agravar a crise

    Os compromissos oficiais do general Eduardo Pazuello desta terça (14) e quarta-feiras (15) foram suspensos; objetivo é evitar repercutir fala de Gilmar Mendes

    Kenzô Machida

    Da CNN, em Brasília

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    O Ministério da Saúde tenta submergir e evitar uma escalada na crise política instaurada entre os Poderes Executivo e o Judiciário, após a declaração do ministro Gilmar Mendes. 

    Por conta disso, os compromissos oficiais do general Eduardo Pazuello desta terça (14) e quarta-feiras (15) foram suspensos.

    Fontes ouvidas pela CNN contam que o objetivo é evitar a visibilidade, e até um possível posicionamento do general repercutindo a fala do ministro Gilmar Mendes, da Suprema Corte

    As viagens para os estados do Maranhão e Sergipe, que estavam marcadas na agenda oficial do general, foram suspensas.

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    Além disso, até possíveis reuniões por vídeo conferência com o ministro interino não foram reagendadas para evitar mais desgastes e aparições. Durante uma live no último sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal disse que “o Exército está se associando a um genocídio” na pandemia. 

    A pasta da Saúde não emitiu nota porque entendeu que o posicionamento do Ministério da Defesa contemplou uma resposta à altura, mas internamente a palavra “genocídio” pesou muito na ala dos militares que compõem o Ministério da Saúde.

    Chegou a se discutir internamente se o ministro da Corte não estava se referindo ao extermínio das comunidades indígenas, uma vez que a palavra genocídio quer dizer extermínio de uma raça, e as comunidades indígenas também tem sofrido com a pandemia.

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