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    Ministros do TSE defendem abertura de inquérito para apurar fala de Bolsonaro 

    Um caminho seria encaminhar o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República) ou instaurar um procedimento interno no TSE

    Thais Arbexda CNN



     

    Depois de o presidente Jair Bolsonaro voltar a levantar dúvida sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e a pressionar pela instituição do voto impresso, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passaram a defender, nos bastidores, a abertura de um inquérito para apurar as declarações de Bolsonaro. 

    Ministros do TSE disseram à CNN que, ao reafirmar que houve fraudes na eleição presidencial de 2018, que o levou ao Palácio do Planalto, Bolsonaro “desmoraliza” a Justiça Eleitoral. 

    A avaliação de integrantes da Corte é a de que, nesse cenário, o presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, deveria determinar, imediatamente, a abertura de um inquérito para que Bolsonaro apresentasse provas sobre as supostas fraudes. 

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    Um caminho seria encaminhar o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República) ou instaurar um procedimento interno no TSE – usando como precedente o inquérito das fake news do STF (Supremo Tribunal Federal), que apura ataques e ofensas contra ministros da Corte.

    Ministros lembram, inclusive, que Barroso criou uma comissão na corte em novembro para acompanhar a investigação da Polícia Federal (PF) sobre os ataques ao sistema do TSE ocorridos no primeiro turno da eleição municipal.

    O grupo é presidido pelo ministro Alexandre de Moraes, que comanda o inquérito das fake news no Supremo. 

    Há a avaliação também de que, diante do atual contexto, o presidente do tribunal pode adotar um tom mais duro em relação a Bolsonaro. Ministros dizem que o Brasil tem uma Justiça Eleitoral consolidada, diferentemente dos Estados Unidos. 

    O presidente afirmou que o Brasil terá um “problema pior que os Estados Unidos” se não houver voto impresso nas eleições de 2022.

    A fala aconteceu um dia após apoiadores de Donald Trump invadirem o Capitólio, sede do Legislativo americano, por não aceitarem o resultado das eleições.

    “Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos”, disse Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.