Moraes autoriza Roberto Jefferson a sair provisoriamente da prisão para fazer exames

"O preso deverá ser acompanhado por escolta e retornar ao estabelecimento prisional após a realização dos exames", diz decisão do ministro do STF

Gabriel Hirabahasida CNN

em Brasília

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (18) que o ex-deputado federal Roberto Jefferson seja solto provisoriamente para a realização de exames no Hospital Samaritano Botafogo, no Rio de Janeiro.

“O preso deverá ser acompanhado por escolta e retornar ao estabelecimento prisional após a realização dos exames apontados como necessários, sendo permitido seu contato somente com a equipe médica e de enfermagem”, determinou Moraes.

O ministro determinou, ainda, que seja feito um “laudo médico pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro apontando a capacidade ou não do hospital penitenciário tratar o interno”.

Na decisão desta terça (18), Moraes afirma que a defesa de Jefferson afirmou, na segunda-feira (17), que, após o resultado de um exame que indicou taxa altíssima de D-Dímero – um marcador biológico indicativo de anormalidades hemostáticas e trombose –, a médica particular do ex-deputado atestou que ele apresenta sintomas de início de trombose, o que, segundo a defesa, exige a realização de exames em unidade hospitalar adequada.

Roberto Jefferson está detido desde o mês de agosto de 2021, após determinação de Alexandre de Moraes. Ele é acusado de participar de uma suposta milícia digital que realizou ataques às instituições democráticas. A organização criminosa teria sido montada, principalmente, para as eleições de 2022.

Essa não é a primeira vez que o ex-deputado necessita de atendimento médico. Em 30 de agosto de 2021 ele passou mal e foi internado em uma UPA do complexo de Bangu, sendo transferido, em setembro, para o Hospital Samaritano.

Mais tarde no mesmo mesmo mês, a defesa solicitou novamente transferência para um hospital particular para tratamento médico, o que foi negado por Moraes.

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