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    Moraes envia à PGR pedido para investigação da ida de Carlos Bolsonaro à Rússia

    Augusto Aras, procurador-geral da República, tem cinco dias para se manifestar sobre o requerimento

    Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador do Rio de Janeiro
    Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador do Rio de Janeiro Roosevelt Pinheiro / Agência Brasil

    Gabriel HirabahasiDouglas Portoda CNN

    em Brasília e São Paulo

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (23), que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifeste em até cinco dias sobre um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para investigação da ida do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), à Rússia, junto da comitiva presidencial, na semana passada.

    “Abra-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao requerimento formulado, no prazo de 5 (cinco) dias”, disse Moraes em trecho do despacho.

    O pedido foi apresentado no âmbito da investigação de milícias digitais antidemocráticas. Segundo o senador, a comitiva foi reduzida a pedido dos país anfitrião, com três ministros deixando de ir ao encontro. Entretanto, ele afirma que foram mantidas “presenças questionáveis”, como a de Carlos Bolsonaro.

    Randolfe ainda solicitou que fosse investigada a ida do assessor presidencial Tércio Arnaud, suspeito de integrar o chamado “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto. A suspeita é que os dois possam ter ido à Rússia para obter informações a respeito do aplicativo Telegram.

    Para o parlamentar, é necessário investigar o objetivo da viagem “em momento internacional tão delicado, com uma comitiva sui generis, no início do ano eleitoral”, com a tensão recente entre os russos e ucranianos no Leste Europeu.