Moraes mantém prisões preventivas de condenados pelo caso Marielle

Ministro afirma que não houve fatos novos para revogar prisões enquanto recursos contra condenações seguem pendentes

Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília
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O ministro Alexandre de Moraes manteve nesta segunda-feira (25) as prisões preventivas dos condenados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. A decisão foi tomada após revisão obrigatória das medidas cautelares, prevista no Código Penal.

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou os acusados apontados como mandantes e articuladores do crime. Como ainda cabem recursos, as penas não começaram a ser cumpridas de forma definitiva.

Na decisão, Moraes afirmou que não surgiram fatos novos capazes de justificar a revogação das prisões.

"Não houve nenhum fato superveniente que alterasse a situação processual analisada pela Primeira Turma no momento do julgamento da ação penal", escreveu o ministro.

Com isso, seguem presos preventivamente o conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Domingos Brazão; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa; o major reformado da PM, Ronald Paulo Alves Pereira; e o ex-assessor de Domingos Brazão (ex-MDB) , Robson Calixto Fonseca.

Já o deputado cassado Chiquinho Brazão (ex-União Brasil) permanece em prisão domiciliar por questões de saúde.

No julgamento realizado em fevereiro, a Primeira Turma condenou os irmãos Brazão a 76 anos e 3 meses de reclusão. Para a investigação, eles foram os mandantes do crime. Eles foram delatados pelo executor confesso do assassinato de Marielle, o ex-policial militar Ronnie Lessa.

Rivaldo Barbosa recebeu pena de 18 anos por corrupção passiva e obstrução à Justiça. Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos de prisão, enquanto Robson Calixto recebeu pena de 9 anos por organização criminosa.