MP junto ao TCU quer garantia de acesso a dados sigilosos em caso Master

Presidente do tribunal, porém, já afirmou que inspeção vai preservar informações que não podem ser tornadas públicas ou compartilhadas

Luciana Amaral, da CNN Brasil, Brasília
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O sub-procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Rocha Furtado, quer a garantia de que técnicos da Corte tenham acesso a dados sigilosos na inspeção do Banco Central na liquidação do Banco Master.

Nesta terça-feira (13), em ofício ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, Furtado sugere que o tribunal acione a AGU (Advocacia-Geral da União) para a obtenção de autorização judicial no Supremo do acesso a documentos sob sigilo. A intenção dele é não correr riscos de acusações de crimes relativos a sigilo bancário, por exemplo.

No entanto, após reunião com a cúpula do Banco Central, Vital do Rêgo disse que os respectivos sigilos ao longo da inspeção seriam preservados.

A medida de preservar os sigilos, inclusive, faz parte das negociações para minimizar a crise entre Banco Central e TCU, como a retirada dos recursos por parte da autoridade monetária que seriam votados no plenário da Corte na semana que vem.

No entanto, na avaliação de Furtado, pode haver restrições que acabem interferindo na fiscalização dos atos do Banco Central.

Até o final da tarde desta terça, Vital ainda não havia se manifestado sobre o pedido do sub-procurador-geral.