Nada vincula o PT ao escândalo do Master, diz presidente do partido à CNN
Ao Bastidores CNN, presidente nacional do PT diz que investigações não apontam nenhum fato que vincule lideranças do partido ao caso
Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou em entrevista ao Bastidores CNN desta quinta-feira (28) que não existe nenhum fato concreto que vincule lideranças do partido ao escândalo do Banco Master.
Questionado sobre o temor, relatado nos bastidores petistas, de que o escândalo pudesse alcançar figuras do PT da Bahia, Edinho Silva foi categórico. "Todas as apurações até agora, absolutamente nada vincula a nenhuma liderança do PT", declarou.
Ele acrescentou que, caso algum fato novo surja, a liderança envolvida deverá se defender publicamente. "Do ponto de vista institucional, nós queremos que as denúncias sejam apuradas e os responsáveis possam pagar pelos seus crimes, é isso que defendemos", reforçou o dirigente.
Sobre o escândalo do INSS, Edinho também negou qualquer envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. "Não tem absolutamente nada que vincule o Fábio a nenhum desvio do INSS. Nada, absolutamente nada", afirmou.
Ele destacou que o sigilo bancário de Fábio foi quebrado e investigações foram conduzidas sem que nenhuma evidência de envolvimento fosse encontrada. Edinho caracterizou as acusações como parte da "luta política do cotidiano, que se faz muitas vezes com a criação de mentiras e fake news".
O dirigente partidário também defendeu que o governo tem incentivado ativamente as investigações. "Quem pediu a apuração das denúncias em relação ao INSS e contra o Banco Master foi o presidente Lula. Ele tem dado total autonomia para os órgãos de fiscalização poderem apurar", afirmou Edinho.
Edinho Silva classificou o caso como "a maior fraude financeira da história bancária brasileira" e atribuiu sua origem ao período do governo anterior, afirmando que o Banco Master teria sido criado durante a gestão Bolsonaro, com aprovação de Campos Neto à frente do Banco Central.
Pesquisas de opinião
Sobre os índices de impopularidade do governo apontados em pesquisas, Edinho Silva rejeitou a leitura de que o governo estaria falhando.
Ele argumentou que o governo acumulou um grande volume de entregas, citando investimentos no PAC, unidades do programa Minha Casa Minha Vida e a retirada do Brasil do Mapa da Fome.
Na avaliação dele, a dificuldade de aprovação popular estaria relacionada ao volume de denúncias de corrupção que, segundo ele, confunde a sociedade sobre quem são os responsáveis pelos escândalos e quem está pedindo sua apuração.


