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    Não há nada que possa me preocupar nessas acusações, diz Marcos Do Val à CNN

    Senador foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (15)

    Gabriel Fernedada CNN

    Em São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (15), o senador Marcos do Val (Pode-ES) comentou os mandados de busca e a apreensão em endereços ligados a ele.

    Do Val disse que as buscas desta quinta podem ser configuradas como abuso de poder e afirmou não se preocupar com as acusações.

    “Primeiro que é suposta atuação [criminosa]. Isso, não há nada que possa me preocupar, porque se eu tivesse a intenção de participar de algo desse tamanho, dessa gravidade, eu não iria ao ministro Alexandre de Moraes em dezembro perguntar se eu poderia participar de uma reunião”, disse o senador.

    “A forma como foi feita [a operação], o abuso de autoridade no meu gabinete, e a apreensão de um equipamento no Senado já configura abuso de poder”, completou.

    O senador afirmou que já esperava uma operação deste tipo desde abril e disse que quem enfrenta o sistema “sozinho” sabe que terá uma “represália”.

    “Como já vinha denunciando Flávio Dino, que sempre usou chantagem, eu recebi a informação que, em abril, ia acontecer isso [a operação]. Mas quando a gente montou a CPMI e, na última sessão, eu mostrei um vídeo onde o Dino reconhece que ele prevaricou, eu já sabia que seria nesta semana ou na próxima. Estar sozinho enfrentado o sistema, eu sabia que ia ter uma represália”.

    Procurada, a assessoria do ministro informou que não vai se manifestar sobre “ilações infundadas”.

    Sobre a participação na CPMI do 8 de janeiro, o senador afirmou que a presença dele “sempre foi um incômodo”, mas que ele se sentiria “confortável” em seguir na comissão.

    “Não tenho dúvida que o governo atual vai fazer de tudo para eu não permanecer [na CPMI], porque eu sou a grande ameaça. Eu tenho as informações, desde janeiro que eu já dizia que o problema era dos ministros para cima, chegando ao Presidente da República, não do governador para baixo. Então, minha presença na CPMI sempre foi um incômodo”.