Não vamos aceitar a violência psicológica, diz Tebet após discussão na CPI

Senadora Simone Tebet (MDB-MS) teve um desentendimento com o ministro da CGU Wagner Rosário na sessão da CPI da Pandemia da última terça-feira (21)

Anna Gabriela Costada CNN

Em São Paulo

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A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (24), que o desentendimento com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner Rosário, na sessão da CPI da Pandemia da última terça-feira (21), teve acusações graves e que a “violência psicológica não será aceita vinda de quem quer que seja”.

Na discussão, Wagner Rosário chamou a senadora de “descontrolada” e disse que ela deveria reler todo o processo.

“Ele cometeu dois gravíssimos erros, dando a sensação que eu não tinha entendido nada, que eu era menor e menos competente. Ele utilizou ali e usou um adjetivo que não se usa para uma mulher que está no mercado de trabalho, porque essa palavra histérica, louca, desequilibrada, tem uma conotação histórica”, disse Tebet.

Em entrevista, a senadora falou sobre a violência e privações sofridas pelas mulheres nos séculos passados. “E agora, em pleno século 21, nós não vamos relativizar, não vamos aceitar a violência psicológica vinda de quem quer que seja.”

“O processo tem mais de 1.000 páginas, li mais de uma vez. Nenhum senador tem mais conhecimento do contrato da Covaxin do que eu, por que ele não disse ao relator, a um senador, e disse para mim?”, acrescentou a senadora.

Após a discussão, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão por cinco minutos e, na volta, anunciou que Wagner Rosário havia passado de testemunha para investigado pela Comissão.

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