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    Eleições 2022

    No rádio, Lula acena a cristãos, e Bolsonaro relembra feitos de seu governo

    Ciro Gomes usou seu tempo para apresentar sua trajetória política; Tebet destaca “sensibilidade” das mulheres

    Lula (PT) e Bolsonaro (PL) em debate
    Lula (PT) e Bolsonaro (PL) em debate Divulgação Band

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a defesa da família e dos valores cristãos em seu tempo no horário eleitoral gratuito neste sábado (10). O presidente Jair Bolsonaro (PL) relembrou feitos de seu governo. Os dois têm os melhores desempenhos no agregador de pesquisas Locomotiva/CNN.

    A propaganda eleitoral de Lula, inicialmente, critica a propagação de “ódio” no ambiente político brasileiro. “O Brasil não tem essa cultura de pregação do ódio. Você tinha os partidos que divergiam, os partidos que brigavam. Ou seja, você substituiu a alegria da política, a alegria da divergência pelo ódio. Não é assim a política”, afirma o petista na peça.

    Na sequência, o ex-presidente diz que “defender a família é um ato cristão” e que “o verdadeiro cristão é solidário com quem sofre, principalmente se for presidente”. A propaganda questiona a relação entre a flexibilização da posse de armas e tais valores religiosos.

    Já a peça de Bolsonaro se inicia com a afirmação que o presidente acredita “na força do povo”, enquanto outros candidatos “apostam” em sua “fraqueza”. Na sequência, relembra discurso do candidato à reeleição no 7 de Setembro em que ele defende valores cristãos e critica a “ liberação das drogas” e a “ideologia de gênero”.

    A propaganda — que não conta com a aparição do presidente — então apresenta feitos de seu governo. O narrador destaca a transposição do Rio São Francisco, o Auxílio Brasil, a criação do PIX e o perdão das dívidas do Fies, programa de financiamento estudantil.

    Ciro Gomes (PDT) usa seu tempo no horário eleitoral para relembrar sua trajetória na política. “Eu fui prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda e da Integração Nacional. Nunca produzi um dia sequer de rombo nas contas públicas, gerei muitos empregos e fiz grandes obras”, afirma o candidato.

    Simone Tebet (MDB) destaca a “sensibilidade” das mulheres em sua propaganda. “Quando a mulher entra na política, ela coloca as minorias em primeiro lugar, luta por igualdade, por solidariedade, porque é da essência da mulher. Nós nascemos com essa sensibilidade. Isso não é uma fraqueza, é uma qualidade”, diz a emedebista.

    Soraya Thronicke (União Brasil) admite em sua peça que era aliada de Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018. “Eu trabalhei para ele, votei nele. Mas, como milhares de brasileiros, eu mudei de opinião”, diz. Ela critica as ações do presidente durante a pandemia e sua postura em relação às mulheres.

    O candidato Felipe D’Avila inicia seu tempo afirmando que o Brasil “nunca passou tanta vergonha” e questionando o público sobre seus sentimentos em relação aos candidatos”. “Está na hora do Brasil mostrar sua coragem e parar de escolher sempre o menos pior”, completa.

    Padre Kelmon (PTB) afirma em sua propaganda que “somos uma pátria cristã, não escrava das ideologias socialistas e comunistas”. Em seu curto tempo, ele diz “dedicar a vida para manter o país longe dos comunistas”.

    Debate

    As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

    O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.