Nomeação de Faria une ala ideológica, Maia e Centrão; posse será na segunda 

Embora seja considerada da cota pessoal de Jair Bolsonaro, a indicação agradou lideranças

Presidente Jair Bolsonaro e Ministro das Comunicações, Fábio Faria, em 11.dez.2018.
Presidente Jair Bolsonaro e Ministro das Comunicações, Fábio Faria, em 11.dez.2018. Foto: Reprodução/Facebook

Igor Gadelhada CNN

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A nomeação do deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro de Silvio Santos, como novo ministro das Comunicações agradou grupos antagônicos em Brasília e marca uma mudança na estratégia de comunicação do governo. A posse do parlamentar está marcada para a próxima segunda-feira (15).

Embora seja considerada da cota pessoal de Jair Bolsonaro, a indicação agradou lideranças do Centrão. Faria é próximo de Rodrigo Maia, e, inclusive, atuou nos bastidores, nos últimos meses, para distensionar a relação do presidente da Câmara com o presidente da República. Ele é genro de Silvio Santos, dono do SBT.

Apesar de terem visto com bons olhos, lideranças do Centrão se disseram surpreendidas com a nomeação. O próprio presidente do PSD, Gilberto Kassab, só foi avisado por Faria, por mensagem de texto, minutos antes de Bolsonaro anunciar a nomeação na noite desta quarta-feira (10).

A indicação de Faria também agradou integrantes da chamada ala ideológica do governo. Contou, inclusive, com o aval do vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente que mais influencia na comunicação do governo.

Segundo auxiliares e aliados de Bolsonaro, a nomeação do deputado faz parte do processo de “ajuste” que ele vem fazendo na comunicação do governo. Generais e ministros como o da Economia, Paulo Guedes, vinham fazendo duras críticas a área.

Além da boa relação no meio político, Faria tem boa interlocução com a imprensa, com a qual Bolsonaro mantém uma relação historicamente conturbada. Sob o guarda-chuva de seu ministério, o deputado terá a Secom e a EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

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