O Grande Debate: Prisão do ex-presidente do INSS atinge o governo Lula?
Alessandro Stefanutto, chefe do instituto durante o governo petista, foi preso durante uma operação da PF
O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário e ex-deputado federal Alexis Fonteyne discutiram, nesta quinta-feira (13), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se a prisão do ex-presidente do INSS atinge o governo Lula.
Alessandro Stefanutto, que foi chefe do instituto na gestão do presidente Lula, foi preso durante uma operação da PF (Polícia Federal) que investiga o esquema bilionário de fraude no INSS. A PF apontou que ele recebia mensalmente R$ 250 mil relacionados à propina.
Cardozo avalia que o episódio não afeta o governo Lula.
“Atinge a estrutura da administração pública brasileira independente do governo que está colocado. Traz inclusive um resultado positivo ao governo Lula, foi nele que começou a investigação, é nele que estão sendo presas as pessoas que participaram neste governo e no outro. Eu não vejo, portanto, como eu posso recriminar um governo que combate a corrupção”, disse.
“Antes do governo Lula já haviam informações de fraudes, aliás o ministro Vinicius já disse isso na CPMI em depoimento perante o ex-ministro e atual senador Sérgio Moro que ele [Moro] teria recebido informações, isso está claro, e nada fez”, continuou.
Fonteyne entende que o governo Lula é afetado pela prisão de Stefanutto.
“É esperado do governo Lula esse tipo de coisa. Nós temos Mensalão, Petrolão, agora tem o ‘Aposentadão’. Todo governo é marcado por grandes casos de corrupção e esse é o mais cruel porque foi contra pessoas muito simples. Aliás, toda a agricultura familiar que o PT tanto defende, foram os aposentados mais atingidos de todos”, opinou.
“O que a gente observa nesse governo é essa postura. Pior é a CPMI do INSS, lá tem uma tropa de choque do PT, com o PSOL e o PCdoB para derrubar todo o requerimento de convocação e comemoram, isso que é mais incrível. [...] E ainda habeas corpus dados a rodo, você simplesmente não consegue investigar”, prosseguiu.


