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    Oposição aciona Conselho de Ética contra Eduardo Bolsonaro após ataques a Miriam Leitão

    Representação pede a cassação do mandato do filho do presidente da República por ironizar tortura sofrida pela jornalista durante a ditadura

    Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
    Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

    Gabriela Vinhalda CNN

    em Brasília

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    O PSOL protocolou nesta segunda-feira (4) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados na qual pede pela cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    No Twitter, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) ironizou a tortura sofrida por Miriam Leitão durante a ditadura militar.

    O deputado publicou, no domingo (3), uma imagem da última coluna da jornalista e escreveu: “Ainda com pena da [emoji de cobra]”.

    Em uma das sessões de tortura, Miriam Leitão foi presa em uma sala escura com uma cobra enquanto estava grávida.

    A ação diz que Eduardo Bolsonaro atentou contra a Constituição “por fazer uma apologia direta da tortura” e reforçou que o deputado “abusou, de forma machista e misógina, de suas prerrogativas parlamentares”.

    Por fim, o partido afirma que a fala de Eduardo atentou contra o decoro parlamentar e pede que ele seja punido com a perda de mandato. Procurado pela reportagem, Eduardo Bolsonaro não se manifestou.

    A CNN procurou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que informou que não se manifestará sobre o assunto.

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