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    Oposição deve insistir em barrar jogos online do projeto das apostas esportivas

    Senadores da oposição argumentaram pela retirada dos jogos de azar virtuais, alegando que são "cassinos online"

    Senador Carlos Portinho (PL-RJ) é um crítico do projeto das apostas esportivas
    Senador Carlos Portinho (PL-RJ) é um crítico do projeto das apostas esportivas Pedro França/Agência Senado

    Taísa Medeirosda CNN

    Brasília

    O projeto das apostas esportivas, as chamadas “bets”, é constantemente criticado por alas da oposição que avaliam que a matéria pode “incentivar” o vício em apostas e jogos de azar.

    Mas, além disso, os senadores da oposição planejam manter o questionamento já apresentado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na última quarta-feira (22) a respeito da manutenção dos jogos de apostas online no projeto de lei.

    Senadores da oposição ouvidos pela CNN apontam que o texto abre espaço para “cassinos online”, referindo-se aos jogos muitas vezes divulgados por influenciadores digitais. Esse continuará sendo alvo das críticas da oposição em plenário. A votação está prevista para a próxima quarta-feira (29).

    “Esses jogos são ilegais, estão proibidos no Brasil”, disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE).

    Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ) o projeto, da maneira como foi finalizado, “abre margem para máquinas de caça-níquel em padaria e lanchonete”. “Surreal querer colocar bang bang de domínio de território caça níquel. Perderam todo pudor”, avaliou.

    Segundo o relator da matéria, senador Angelo Coronel (PSD-BA), foram mais de 170 emendas recebidas, a maior parte vinda da oposição. “Eles queriam acabar com o projeto, não só tirar jogos online. Tinha emenda para todo o gosto”, disse à CNN. Ele disse que o pedido da oposição não fez sentido, pois “80% do projeto trata sobre jogos online”.

    Ele reconhece que o item que previa o chamado Reporto — dispositivo que prorrogava por 5 anos a isenção tributária para investimentos em infraestrutura portuária — de fato poderia ser interpretado como jabuti.

    “Não tinha nada a ver com o projeto original. Foi retirada no final, e feito um projeto autônomo, combinado com o líder do governo Jaques Wagner”, relatou. O pedido também partiu da oposição.

    Afim de também evitar as críticas de que pode haver popularização de caça-níqueis, foi acatada pelo relator a emenda de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que faz distinção entre as atividades lotéricas e veda a “instalação ou disponibilização de equipamentos ou outros dispositivos em estabelecimentos físicos que sejam destinados à comercialização de apostas em meio virtual”.

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