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    Oposição entra com notícia-crime contra Flávio Dino na PGR por não fornecer imagens de 8 de janeiro

    Arthur Maia, presidente da CPMI que investiga os ataques aos Três Poderes, fez o anúncio na primeira comissão após o recesso parlamentar

    Flávio Dino, ministro da Justiça
    Flávio Dino, ministro da Justiça Divulgação/MJSP

    Ana Patrícia AlvesPedro Nogueirada CNN

    Brasília

    Após a retomada dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, na última terça-feira (1°), o presidente do colegiado, Arthur Maia (União Brasil-BA), disse que pediria ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ordem para que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, entregue as imagens feitas no dia dos ataques contra os Três Poderes.

    Nesta quinta-feira (4), deputados da oposição acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Dino após o ministro negar fornecer as imagens internas do prédio do Ministério da Justiça do dia 8 de janeiro.

    VÍDEO – CPMI do 8/1 quebra sigilos de Mauro Cid, Anderson Torres e Gonçalves Dias

    A notícia-crime solicita que “sejam devidamente investigadas eventuais condutas ilícitas possivelmente praticadas no âmbito do Ministério da Justiça, em razão de negativa de fornecimento de imagens à Comissão Mista Parlamentar de Inquérito dos Atos de 8 de janeiro de 2023.”

    Durante o andamento da comissão, Flávio Dino publicou em seu perfil no Twitter a seguinte mensagem:

    “Tentaram fraudar a eleição de 2022 para ficar no poder. Ainda assim, perderam; tentaram dar um golpe de estado entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. Perderam novamente; tentaram explodir o aeroporto de Brasília e matar centenas de pessoas. Não conseguiram. Essas são verdades comprovadas. Não adianta ficar inventando “fatos” para encobrir tais verdades.”

    Os 12 deputados que recorrem à PGR pertencem às legendas do Partido Liberal (PL), Partido Progressista (PP), Novo e Podemos. Entre eles, nove deputados são ligados ao PL.

    Procurados, nem o Ministério da Justiça nem o ministro Dino se manifestaram sobre o tema.