Oposição prepara documento contra ato de 8/1 com Lula; texto deve minimizar ataques

Segundo apurou a CNN, texto está sendo construído com sugestões de senadores de direita

Jussara Soares, da CNN, em Brasília
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Parlamentares da oposição preparam um documento para ser divulgado na tarde desta sexta-feira (5) como reação ao ato em defesa da democracia marcado para lembrar os ataques de 8 de Janeiro.

Segundo apurou a CNN, o texto está sendo construído com sugestões de senadores de direita para tentar minimizar a invasão e a depredação das sede dos Três Poderes, citando que participantes de outras manifestações não foram acusados de golpismo.

O manifesto, de acordo com relatos à CNN, deve fazer críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), que já condenou 30 pessoas por executar os atos, e também ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que Lula cooptou o 8 de Janeiro como uma plataforma política contra a direita e o bolsonarismo.

Parlamentares que participam da construção do documento relatam que o manifesto terá um tom crítico ao ato do dia 8 e incentivará a volta do que consideram "a normalidade democrática."

Como mostrou a CNN, o Palácio do Planalto quer dar um caráter institucional ao ato que marcará um ano dos ataques de 8 de Janeiro. A estratégia é demonstrar união entre os poderes e, consequentemente, isolar o bolsonarismo.

Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam, no entanto, que o governo quer distância da polarização. Neste momento, o Planalto pretende acessar a parcela da população que não votou em Lula, mas estaria sensível a uma mudança de posição.

Cerimônia no Congresso

A cerimônia que lembrará o 8 de Janeiro reunirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares e governadores.

A solenidade está marcada para 15h no Senado. Na ocasião, ocorrerá a entrega simbólica da réplica da Constituição Federal que foi levada da Corte por vândalos.