Pacheco diz que Senado vai investigar suposta fraude em assinatura para CPI do MEC

Senadora Rose de Freitas (MDB-ES) alega que não chegou a apoiar pedido de investigação contra o governo

Até o momento, 26 senadores constam na lista de assinaturas para a instauração da CPI do MEC, um nome a menos do que o necessário para a abertura da comissão
Até o momento, 26 senadores constam na lista de assinaturas para a instauração da CPI do MEC, um nome a menos do que o necessário para a abertura da comissão Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Gabriela Vinhalda CNN

Em Brasília

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (7) que a Secretaria-Geral da Casa vai investigar a suposta fraude na assinatura da senadora Rose de Freitas (MDB-ES) no requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação.

“É preciso ver as circunstâncias da assinatura”, disse Pacheco. No plenário, Rose afirmou que sua assinatura estava, de forma irregular e sem a autorização dela, na lista de apoiamentos à investigação contra o governo.

“Ninguém pode tomar posse da assinatura, com expediente digital, para colocar o nome de uma pessoa desta Casa para dizer que apoio a tal requerimento ou a uma CPI. Fiquei o tempo todo me debatendo com a minha assessoria sobre isso. Não obtive resposta satisfatória, porque contra isso não há resposta; isso é uma fraude”, disse.

Apesar das declarações da senadora, o nome dela não constava das listas divulgadas à imprensa oficialmente pela equipe do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que lidera a busca por apoio à CPI. Na tribuna, Rodrigues rebateu dizendo que ainda não havia formalizado a entrega do requerimento à Mesa do Senado.

Até o momento, há 26 assinaturas para a abertura da CPI, uma a menos do que o mínimo necessário.

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