Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Pacheco minimiza embate com o Planalto e diz que “divergências” serão resolvidas “uma a uma”

    De acordo com presidente do Senado, os conflitos não afetam o interesse público

    Rodrigo Pacheco, presidente do Senado
    Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Reprodução/CNN

    Mayara da PazDaniel Trevorda CNN

    Brasília

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), minimizou, nesta terça-feira (30) os recentes embates com o Palácio do Planalto e disse que as “divergências” com o governo serão resolvidas “uma a uma”.

    Qualquer divergência que há na política é algo absolutamente natural entre Poderes, entre casas legislativas, entre pessoas que figuram nesses Poderes, nessas instituições”, disse.

    “Mas jamais são conflitos que afetam o que é o interesse público. Então, a gente busca sempre a convergência e essas divergências certamente são dirimidas. A cada dia a gente vai dirimindo uma a uma”, complementou Pacheco.

    Atrito com o governo

    As divergências entre Pacheco e o governo já existem há algum tempo com os recentes adiamentos de votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto de lei que retoma o seguro para vítimas de acidente de trânsito, conhecido como DPVAT. O texto abre um espaço no orçamento de R$ 15 bilhões.

    Além disso, desagradou o presidente do Congresso o fato de o governo ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a desoneração da folha de pagamento de empresas e municípios.

    A pauta econômica gerou uma troca de farpas entre Pacheco e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nesta terça, o presidente do Senado disse que a decisão do governo foi um erro “primário”.

    “A provocação do Judiciário, óbvio que no momento em que se esgotam as negociações políticas, é absolutamente legítima a mim, legítima ao presidente [Lula], legítima à população, a qualquer dos Poderes. Mas enquanto está tendo diálogo político, isso realmente foi um erro, na minha opinião, primário, que poderia ter sido evitado”, avaliou Pacheco.

    Outra divergência entre os Poderes é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que turbina salários de juízes e promotores.

    O governo é contra a PEC. Já Pacheco tem mantido a discussão da proposta no Senado. Nesta terça, ele disse que o texto deve ser votado pela Casa na próxima semana.

    O governo tenta articular um encontro entre Rodrigo Pacheco e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ocorrer nos próximos dias.