Pacheco reafirma apoio ao STF em jantar com ministros e senadores, dizem auxiliares

Presidente do Senado teria prometido “reação proporcional” aos ataques de Bolsonaro contra as urnas

Tainá Falcãoda CNN

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Em mais recente movimento para tentar distensionar as relações entre os poderes, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) atendeu, na última quarta-feira (11), ao convite da senadora Katia Abreu (PP-TO) para um jantar com três ministros do Supremo Tribunal Federal: além de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, ambos ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Alvo recorrente de ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL), Alexandre de Moraes, será o próximo presidente do TSE. Segundo auxiliares do Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco reafirmou aos ministros que terá uma reação proporcional de defesa aos ataques à democracia.

Pacheco também disse que o Executivo “não pode apartar a população” e que pretende atuar para buscar união dos poderes. Por outro lado, o presidente do Senado também teria mostrado preocupação em não demonstrar que há “conluio” entre Judiciário e o Legislativo.

Auxiliares relatam que Pacheco tem conversado com ministros mais próximos da articulação política de Bolsonaro, a exemplo de Ciro Nogueira, e pretende, na próxima semana, se reunir com ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

A CNN confirmou que também estavam presentes os senadores Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro da defesa no governo Dilma, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), o ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), Marcelo Castro (MDB-PI), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Weverton Rocha (PDT-MA).

Nos bastidores, senadores relataram à reportagem que o jantar é o ponto de partida para um movimento maior, com a formação de uma espécie de fórum permanente pela democracia. Agora, o grupo quer atrair também deputados e organizar uma visita ao TSE.

A Pacheco foi sugerido ampliar diálogo com empresários para que haja uma manifestação clara do setor em defesa da democracia. Os senadores têm reiterado que ele precisa fazer resistência frente às investidas antidemocráticas do presidente e aliados.

“Este será o biênio mais importante da história do país” disse um senador a Pacheco alertando para a necessidade do presidente do Senado buscar protagonismo no assunto.

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