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    Painel CNN: Deputados debatem viagem de Lula à China

    Os deputados federais Ricardo Salles (PL-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) discutem os efeitos da ida do presidente às terras de Xi Jinping

    Bárbara BrambilaCarol Raciunasda CNN

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma comitiva com nove ministros e 38 parlamentares embarcaram nesta terça-feira (11) para a China.

    O objetivo da viagem é intensificar a relação do Brasil com os investidores chineses. A expectativa é que sejam assinados pelo menos quatro novos acordos para o agronegócio, como a implantação de um certificado digital nas vendas para diminuir a burocracia entre compradores e exportadores.

    Os deputados federais Ricardo Salles (PL-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) discutem os efeitos da ida do presidente às terras de Xi Jinping.

    Ricardo Salles considera que, “se for uma missão de cunho essencialmente comercial, quer seja para exportações e para investimentos chineses no Brasil, é uma viagem, sim, com grande potencial positivo”.

    “Tem uma questão de alinhamento com os países com a China, com a Rússia e etc., que é uma questão política que acho que deve ser deixada de fora”, diz Salles.

    Outro ponto da viagem é a negociação sobre acordo que permite a comercialização sem o dólar, apenas com real e a moeda chinesa. Salles pondera que essa negociação traz embutida o “risco China”.

    “É um país hegemônico que internamente não tem transparência em relação às suas instituições, às suas decisões políticas, a própria autoridade monetária chinesa não é transparente em relação às suas políticas cambiais”, argumenta o parlamentar.

    O deputado Arlindo Chinaglia argumenta que “a dívida pública americana está nas mãos do partido comunista chinês”. Ou seja, é difícil evitar transações com a China, dada a dimensão econômica que ela atinge”, afirma.

    “Essa tratativa com a China pode abrir possibilidades comerciais entre os Brics. Essa busca de negociar em real e em yuan tem a ver com este grupo literalmente da pesada economicamente, militarmente e populacional”, diz Chinaglia.

    (Publicado por Gustavo Zanfer)