Para conter bolsonarismo, PT avalia abrir mão de candidatos próprios no Nordeste

Caso mais emblemático é Salvador, maior colégio eleitoral nordestino

Pedro Venceslau, da CNN, São Paulo
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Em uma tentativa de conter o avanço bolsonarista no Nordeste, o PT adotou uma estratégia pragmática e avalia abrir mão de lançar candidatos próprios em capitais para apoiar nomes com mais potencial de vitória, segundo apurou a CNN.

O caso mais emblemático é Salvador, maior colégio eleitoral nordestino e que nesta quarta-feira recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de seu giro pela região.

Depois de meses de impasses, o partido decidiu em dezembro encerrar o debate interno e apoiar o vice-governador Geraldo Jr (MDB) na capital baiana.

A estratégia visa reunir forças para enfrentar o atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil), aliado do ex-prefeito ACM Neto e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro.

Em Recife, onde Bolsonaro apresentou o nome do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, o PT negocia com o PSB o apoio à reeleição de João Campos (PSB) e a indicação de seu vice na chapa.

A expectativa na sigla, segundo fontes, é que Campos concorra ao governo em 2026 se vencer o pleito e assim abra para caminho para o PT governar a capital.

Em Fortaleza, o PT adiou a decisão sobre a eleição municipal para fevereiro enquanto espera um entendimento entre os grupos dos irmãos Cid Gomes, que deve ir para o PSB, e Ciro Gomes (PDT).

O desafio do PT no Nordeste

Salvador: apoia o candidato do MDB, Geraldo Reis

Recife: tendência de apoiar reeleição de João Campos

Fortaleza: indefinido (depende de acordo com o PDT e dos irmãos Cid e Ciro Gomes)

Maceió: pode ter candidato próprio ou apoiar nome indicado por Renan Calheiros

São Luís: deve apoiar nome do PSB indicado por Flávio Dino

Aracaju: vai lançar candidato

Natal: deve ter candidato próprio

João Pessoa: deve ter candidato próprio

Teresina: deve ter candidato próprio