Para Maia, resultado das eleições 'é sinal forte' por mais mulheres e minorias
Próximos meses do governo Jair Bolsonaro irão determinar como ele chegará para uma possível reeleição em 2022, avalia presidente da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está em São Paulo nesta segunda-feira (16). Após almoço fechado na Associação Comercial do estado, Maia fala em palestra com o tema “As Eleições 2020 e os Desafios da Conjuntura". Para o democrata, o resulta das eleições municipais desse domingo (15) “mostra que a política brasileira continua dividida”. “Não acho que já está decidido o impacto [dessas eleições] para 2022, mas dá um sinal forte de que a sociedade quer mais participação, de mulheres, de minorias”, afirmou.
De acordo com o presidente da Câmara, os próximos meses do governo Jair Bolsonaro irão determinar como ele chegará para uma possível reeleição em 2022. “O governo vai ter que tomar decisões, escolher caminhos que não são fáceis”, argumentou. Maia ainda atacou a última lista feita pelo líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), de quais seriam as prioridades do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
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“Tem muitos projetos [tidos como prioritários pelo Governo Federal] colocados na lista que são uma cortina de fumaça, projetos que são bonitos, mas que não vão resolver nosso curto prazo. Projeto de Cabotagem não vai resolver o problema do Brasil nos próximos seis meses. Nós não devemos e não podemos cair nessa armadilha de votar projetos que tem charme, impacto na sociedade, mas que não estejam enfrentando os principais problemas”, atacou o presidente da Casa.
Rodrigo Maia voltou a defender a necessidade da manutenção do Teto de Gastos. “Eu estou chamando esses projetos [do governo] de cortina de fumaça, por não termos coragem de enfrentar os principais desafios, que é a manutenção do Teto de Gastos e a sinalização da redução do déficit público. Todo mundo sabe que tenho defendido a Reforma Tributária, acho que tem voto para aprovar, mas não é mais importante que a organização dos gastos do curto prazo. Isso terá sim um impacto na eleição dos 2022, porque nós vamos compreender como que vai ficar essa aliança que o Paulo Guedes chama de conservadora-liberal”, completou.