Para se contrapor à CPI do MEC, governistas querem investigar gestões do PT

Outra frente da força-tarefa bolsonarista tenta convencer senadores a retirar assinaturas de requerimento da oposição

Prédio do Ministério da Educação
Prédio do Ministério da Educação Marcelo Camargo/Agência Brasil - 10/07/2020

Tainá FarfanGabriela Vinhalda CNN

Em Brasília

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Senadores bolsonaristas tentam impedir a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação (MEC), cujo requerimento de criação soma 26 assinaturas –uma a menos das 27 necessárias. O grupo articula a criação de outra CPI, mas dessa vez para investigar governos passados.

Segundo parlamentares aliados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) ouvidos pela CNN, o objetivo é apurar o alto número de obras inacabadas de infraestrutura escolar na gestão passada. Dessa maneira, esvaziaria a investigação do atual MEC, caso realmente seja concretizada.

Isso porque, de acordo com o regimento interno da Casa, um senador só pode participar de duas comissões ao mesmo tempo: uma como titular e outra como suplente. Já há, no Senado, uma CPI instalada sobre o acidente da Chapecoense.

Há, ainda, outra frente da força-tarefa bolsonarista para convencer os senadores que já assinaram o requerimento da CPI do MEC a retirar os apoiamentos. Durante a sessão desta quinta-feira (7), a senadora Rose de Freitas (MDB-ES), inclusive, alegou ter tido a assinatura fraudada entre as 26 que apoiam o inquérito contra o governo.

Apesar das declarações da senadora, o nome dela não constava das listas divulgadas à imprensa oficialmente pela equipe do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que lidera a busca por apoio à CPI. Na tribuna, Rodrigues rebateu dizendo que ainda não havia formalizado a entrega do requerimento à Mesa do Senado.

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