Partido Liberal vai retirar ação ao Lollapalooza a pedido de Bolsonaro

Presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, deverá retirar a ação apresentada pela legenda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Leandro MagalhãesThais Arbexda CNN

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O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, deverá retirar a ação apresentada pela legenda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corte impedisse que artistas fizessem propaganda eleitoral nos shows do festival Lollapalooza, evento que ocorreu em São Paulo, nesse final de semana.

Valdemar conversou nesta segunda (28) com o presidente Jair Bolsonaro, que lhe fez o pedido.

“As pessoas têm a liberdade de se expressar. E esse governo é a favor da liberdade de expressão. Esse é o motivo da retirada da ação”, destacou um integrante do partido, que não quis se identificar.

O documento protocolado no último sábado ao TSE compila uma série de reportagens e postagens de redes sociais em que a artista Pabllo Vittar aparece, em sua performance, com uma bandeira com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à Presidência da República pelo PT.

“A manifestação política realizada em evento de responsabilidade da representada fere inúmeros dispositivos legais, conforme restará demonstrado, razão pela qual se faz imperiosa a intervenção desta Especializada”, diz um trecho do texto.

Os advogados da legenda argumentam que há uma diferença na “paridade de armas” entre candidatos quando uma promoção a um deles acontece em um grande evento. E defendem ainda que, por esse motivo, a lei proíbe “showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade.

A CNN entrou em contato com a organização do Lollapalooza para esclarecimentos e aguarda retorno.

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