Perguntas de Renan Calheiros à Pfizer miram Pazuello e Wajngarten

À frente do relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL) placa registra o dado de 425.711 vidas perdidas para covid 19
À frente do relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL) placa registra o dado de 425.711 vidas perdidas para covid 19 Foto: Jefferson Rudy - 12.mai.2021/Agência Senado

Larissa Rodrigues, da CNN em Brasília

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O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, fez um roteiro com cerca de 50 perguntas a serem feitas ao CEO da América Latina da farmacêutica Pfizer, Carlos Murillo, durante audiência da comissão a ser realizada na manhã desta quinta-feira (13/05).

As perguntas, as quais a CNN teve acesso com exclusividade, serão focadas em alguns temas, em especial, na influência do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, durante as tratativas da Pfizer com o governo brasileiro. 

De acordo com o roteiro, Calheiros vai querer saber principalmente se havia um “aconselhamento paralelo” ao presidente da República, Jair Bolsonaro, em questões relacionadas à pandemia e se o CEO da Pfizer “tratou do fornecimento de vacinas contra coronavírus com alguém que não ocupava posições oficiais no Ministério da Saúde”. 

Entre as perguntas há também uma sobre a atuação de Fábio Wajngarten no processo de aproximação da farmacêutica com o Governo Federal, como também, se é verdade que o Palácio do Planalto recusou a vacina da empresa por três vezes. Outra questão que o relator quer que seja respondida é se Eduardo Pazuello ofereceu alguma resistência em negociar com a Pfizer e quais foram as “dificuldades na negociação com a gestão do ex-ministro”. 

Outras perguntas, que poderão ser feitas por Renan Calheiros ou pelos demais membros do colegiado conhecidos como G7, senadores da oposição e considerados independes, focam em grandes temas sendo: diretrizes de atuação da Pfizer no mercado mundial de vacinas, número de doses oferecidas pela farmacêutica ao Brasil, se houve questões contratuais da companhia que dificultaram a negociação com o país, atuação da Anvisa durante avaliação do imunizante e quando a empresa acredita que será possível negociar com a inciativa privada brasileira.

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