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    PF abre inquérito para investigar milícia digital de atos antidemocráticos

    Delegada do caso formalizou abertura em ofício enviado a Alexandre de Moraes, do STF, que pediu pelo novo inquérito

    Gabriela Coelho e Giovanna Galvani, da CNN, em Brasília e São Paulo

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    A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que formalizou, nesta sexta-feira (16), a abertura do inquérito que vai investigar indícios de atuação de uma milícia digital com o objetivo de atentar contra a democracia e o Estado democrático de direito.

    A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes no começo do mês, após determinar o arquivamento do inquérito que investigou atos antidemocráticos deflagrados no início do ano passado. O arquivamento atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

    Em ofício, a delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, designada para comandar o caso, pede ao ministro o compartilhamento integral de dados apurados até então.

    Após arquivar o inquérito sobre atos antidemicráticos, o ministro abriu novas investigações para desvelar uma suposta organização criminosa cujos passos foram detectados pela Polícia Federal.

    “A análise dos fortes indícios e significativas provas apresentadas pela investigação realizada pela Polícia Federal aponta a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhantes àqueles identificados no Inquérito 4781 (o que apura ataques e ameaças a integrantes do STF)”, escreveu o ministro na decisão.

    Segundo informações obtidas por Thais Arbex e Daniela Lima, da CNN, essa organização contaria com diversos núcleos, e teria atuado para controlar a Secretaria de Comunicação da Presidência.

    Alexandre de Moraes, ministro do STF
    Alexandre de Moraes, ministro do STF
    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

     

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