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    PF aguarda diligências no exterior para confirmar confissões de Cid

    Expectativa é de que autorização seja dada até a próxima semana; lista de pedidos já foi concluída pelo governo brasileiro, que, de acordo com relatos feitos à CNN, recebeu acréscimos de novos tópicos na semana passada

    Gustavo Uribe

    A cooperação dos Estados Unidos na investigação da venda de joias no exterior é considerada por agentes da Polícia Federal como essencial para confirmar as informações prestadas pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

    O militar da ativa prestou 24h de depoimentos na semana passada. As falas foram gravadas pelas autoridades policiais, que negociam um acordo de cooperação premiada com o ex-braço direito de Jair Bolsonaro.

    O compartilhamento de imagens e documentos aguarda autorização dos Estados Unidos. A lista de pedidos já foi concluída pelo governo brasileiro, que, de acordo com relatos feitos à CNN, recebeu acréscimos de novos tópicos na semana passada.

    As solicitações incluem documentação sobre a compra e a venda de joias, quebra de sigilos bancários e pedidos de filmagem. Após os depoimentos do ex-ajudante de ordens, de acordo com agentes policiais, novas informações foram requeridas.

    A expectativa dos investigadores é de que, com o envio das solicitações para a autoridade central norte-americana, as primeiras informações sejam fornecidas ainda na primeira quinzena de setembro.

    O pedido é efetuado por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça, e inclui o envio de uma equipe da Polícia Federal para efetuar diligências.

    A pedido da Polícia Federal, foi autorizada a quebra de sigilo das contas bancárias no exterior de Jair Bolsonaro e do general da reserva Mauro César Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

    A suspeita é de que a conta bancária do militar teria sido usada para recebimento de valores relativos a vendas de presentes de alto valor recebidos por agentes públicos brasileiros de autoridades árabes.

    Veja também – Especialista comenta sobre possível acordo de colaboração premiada de Mauro Cid