PF faz operação contra irregularidades em contratos de saúde em Sorocaba
Agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva
A PF (Polícia Federal) realizou na manhã desta quinta-feira (6) operação para apurar irregularidades envolvendo a contratação de uma organização social sem fins lucrativos pela Prefeitura de Sorocaba (SP). Contrato emergencial e termo de convênio estariam ligados à gestão de unidades de saúde no município.
Os investigadores cumpriram sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A ação é uma nova fase da Operação Copia e Cola, deflagrada em abril deste ano.
Além dos mandados, a Justiça ainda determinou o sequestro e a indisponibilidade de cerca de R$ 6,5 milhões em bens de alguns dos investigados. Também foi ordenada a aplicação de medidas cautelares, como suspensão de função pública e proibição de contato com determinadas pessoas.
Segundo a PF, os investigados "poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa".
Procurada pela CNN Brasil, a assessoria da Prefeitura de Sorocaba informou que não foram cumpridos mandados no local. Nas redes sociais, o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) afirmou, no entanto, que foi afastado do cargo.
Relembre a operação Copia e Cola
Em 10 de abril, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação Copia e Cola. Na ocasião, um dos alvos foi o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), que ficou conhecido nacionalmente por vídeos curtos nas redes sociais sobre projetos em sua cidade.
As buscas foram realizadas na sede da Prefeitura, na Secretaria de Saúde, na residência do prefeito, no diretório municipal do Republicanos e na residência do antigo secretário de Administração.
Dinheiro, armas e um carro de luxo foram apreendidos dentre os alvos. De acordo com a PF, a análise do material apreendido nessa fase permitiu identificar novas pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema.


