PGR aceita demissão, mas destino do acervo ainda é incerto

Segundo o vice-procurador-geral, impõe-se à administração do MPF a concepção de uma solução que impeça a descontinuidade dos trabalhos

Caio Junqueirada CNN

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A Procuradoria-Geral da República aceitou o pedido de demissão coletiva dos sete integrantes da Lava Jato de São Paulo. 

Em despacho assinado pelo vice-procurador-geral, Humberto Jaques, ele diz que embora “se trate de um revés, não há possibilidade de não acolhida dos pleitos”.

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No mesmo despacho, ele deixa em aberto o destino do acervo da Lava Jato. Pede que “a procuradora natural dos casos da força-tarefa em São Paulo, a chefia da Procuradoria da República no estado, a Câmara de Combate à Corrupção (5CCR), a Corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) se pronunciem sobre providências que podem ser adotadas pela instituição”.

Segundo o vice-procurador-geral, impõe-se à administração do MPF a concepção de uma solução que impeça a descontinuidade dos trabalhos, “até mesmo pelo risco de prescrição, que é permanente em matéria penal”.

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