PGR apura suposta ameaça de Braga Netto às eleições

Informação foi encaminhada ao STF por Augusto Aras

Rachel Vargasda CNN

em Brasília

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu uma apuração preliminar contra o ministro da Defesa, Braga Netto. Nela será avaliada a suposta ameaça do chefe da pasta às eleições de 2022.

A informação foi encaminhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após um pedido do ministro da corte Gilmar Mendes, que é relator de uma ação de parlamentares que também pediram providências sobre o caso.

A apuração é um desdobramento de uma matéria de julho do jornal O Estado de São Paulo, confirmada pela CNN. A publicação mostra que Braga Netto teria levado um recado, por meio de interlocutores, ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que se a PEC do voto impresso não fosse aprovada as eleições não iriam acontecer.

A proposta foi rejeitada no plenário da Casa em agosto. Além disso, Braga Netto negou qualquer tipo de ameaça ao processo eleitoral.

A PGR também informou que se forem encontrados indícios de um crime político-administrativo por parte do ministro, providências serão adotadas, como um pedido de investigação formal.

A CNN procurou o Ministério da Defesa para uma manifestação sobre a apuração preliminar, mas ainda não houve resposta.

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