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    PGR denuncia indígena bolsonarista que motivou protestos em Brasília

    Prisão de José Acácio Serere Xavante levou apoiadores a atacar sede da PF e queimar veículos em dezembro

    Cacique José Acácio Serere Xavante, detido em Brasília
    Cacique José Acácio Serere Xavante, detido em Brasília Reprodução

    Lucas Mendesda CNN em Brasília

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o indígena José Acácio Serere Xavante ao Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime equiparada pela provocação da animosidade entre as Forças Armadas e os poderes constitucionais, conforme apurou a CNN.

    A denúncia foi apresentada à Corte em 19 de maio. Serere Xavante está preso preventivamente. O caso está em sigilo no STF.

    O indígena foi preso temporariamente em 12 de dezembro, na esteira de manifestações contrárias à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na data, foi realizada a diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Manifestantes que estavam acampados do Quartel-General do Exército protestaram contra a prisão do indígena, atacaram e tentaram invadir o prédio da sede da Polícia Federal (PF), na região central de Brasília, e queimaram carros e ônibus nas ruas da capital.

    Serere Xavante foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes a pedido da PGR. O órgão disse que havia indícios da prática dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, previstos no Código Penal.

    Na época, a PGR disse que ele vinha se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição de Lula e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Roberto Barroso.

    Agora, na denúncia, a PGR aponta o cometimento de incitação ao crime. O órgão também pede que o indígena seja condenado a pagar indenização por danos morais coletivos. O órgão ainda defende a concessão de liberdade ao investigado, com a revogação da prisão preventiva.

    A PGR também argumenta que, após eventual recebimento da denúncia pelo Supremo, o caso seja remetido para a Seção Judiciária do Distrito Federal, uma vez que o indígena não possui foro pro prerrogativa de função no STF.