PGR diz não haver indício que Careca tenha fechado negócio com governo

Procuradoria reiterou, porém, que isso não quer dizer que não houve eventual crime

Gustavo Uribe e Teo Cury, da CNN Brasil
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O parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aponta que a apuração não identificou conclusão de negócios com o governo federal.

O documento ressalta que a apuração da Polícia Federal constatou contato entre a empresária Roberta Luchsinger e o primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que a máquina pública não fechou nenhuma negociação.

Além disso, a PGR ainda constata, com base na investigação, que foram rastreadas vantagens financeiras pagas ao ex-chefe de gabinete Marco Marco Aurélio Santana, o Marcola.

E finaliza afirmando que não há participação de nenhuma autoridade com prerrogativa de foro e, por isso, o caso deve remetido para a primeira instância.

Além disso, atesta que, além da ausência de investigado com foro, não há relação com o escândalo de desvio de recursos do INSS.

A PGR reiterou que isso, porém, não quer dizer que não houve eventual crime, como tráfico de influência.

Apesar da recomendação da PGR, os ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, devem manter as investigações na Suprema Corte.